Os invasores 2017-09-15T00:15:24+00:00

Os invasores

Mai/2005

Reportagem especial publicada originalmente na revista Carta Capital

Impulsionados pelo homem, animais e plantas chegam de fora com riscos à provável maior biodiversidade do planeta – e também à saúde e à economia

Vivem aqui de 50 mil a 56 mil espécies vegetais nativas. Mais, acredita-se, que em qualquer outro canto. Em termos de mamíferos, as 524 espécies descritas são insuperáveis. Os peixes fluviais devem totalizar perto de 3 mil, recorde quase certo. Somando-se a estes as 1.622 espécies de aves, 468 de répteis e 517 de anfíbios, virtual primeiro lugar nos vertebrados em geral. De posse desses números de 1997 (mas que pouco mudaram) e levando em conta a extensão do território, sua vasta gama de ecossistemas e as lacunas de conhecimento que restam na área, Ibsen de Gusmão Câmara, autor de Megabiodiversidade Brasil, conclui: o país é “muito provavelmente” o campeão em diversidade biológica. Isso, porém, não nos livra de uma preocupação mundial: a chegada diária de animais e plantas de todo o globo trazendo, muitas vezes, benefícios quando manejados, mas também riscos de grande monta.

Alguns casos já ganham as páginas de jornais e revistas e até a tela da TV. Uma espécie de mexilhão galgou mais de 2 mil quilômetros da Bacia do Prata e já se acomodou numa série de hidrelétricas. Na baía da Ilha Grande, no litoral fluminense, um coral do Pacífico está modificando a paisagem marinha. Camarões malaios escapam dos tanques de criação e colonizam os manguezais do Ceará e do Rio Grande do Norte. Por quintais, hortas e palafitas se arrasta um caramujo gigante, importado numa malsucedida tentativa de desbancar o escargot. Leguminosas da África cansam a vista do viajante no sertão nordestino.

A introdução de espécies exóticas (estrangeiras) é apontada como o segundo principal fator de perda da biodiversidade no mundo inteiro. Isso porque, ao se instalarem em novos locais, esses animais e plantas competem por espaço, luz e alimento com aqueles que já existiam ali, em muitos casos os predam ou os contaminam com moléstias e parasitas. Em certas situações, desencadeiam extinções em série. Se esse não sensibiliza, lá vai outro argumento “verde”: estima-se que, no mundo, as espécies invasoras custem por ano em torno de US$ 1,5 trilhão – mais que o dobro do PIB brasileiro – em gastos e prejuízos. O autor da projeção, David Pimentel, da Universidade de Cornell (EUA), baseia-se em dados segundo os quais África do Sul, Austrália, Brasil, Estados Unidos, Índia, Nova Zelândia e Reino Unido dispendem anualmente US$ 336 bilhões com esses espinhos (a parte que nos cabe beiraria US$ 43 bilhões). Estamos falando de plantações roídas por pragas, maquinário danificado por moluscos, marés vermelhas, navegação impedida por plantas flutuantes, apicultores às voltas com abelhas irascíveis, companhias pesqueiras levadas à bancarrota por invertebrados marinhos que devastam os cardumes (como o ctenóforo da página xx). E de tentativas de escapar ou sair desses reveses

Só agora se saberá o tamanho da invasão em território tupiniquim. Há um levantamento nacional em andamento, e em outubro, com a lista pronta ou quase, acontecerá em Brasília um simpósio sobre o assunto. “A relação deve passar de 400 espécies”, prevê André Jean Deberdt, da Coordenação de Fauna do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Essa conta diz respeito apenas a invasores já estabelecidos, que estejam procriando no novo lar. E não inclui fungos, bactérias e vírus, uma interface grave da questão, cuja catalogação ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz.

A coordenação cabe ao Instituto Hórus e a The Nature Conservancy, dos quais partiu a iniciativa, depois ampliada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Diretora do Hórus, Sílvia R. Ziller despertou para o tema ao presenciar o alastramento dos pinheiros do gênero Pinus nos campos do Paraná, sem que fossem tomadas as medidas necessárias. Ela compara:

– Na poluição biológica acontece o contrário de um vazamento de petróleo, pois o impacto tende a crescer com o passar do tempo. E normalmente as pessoas só se dão conta quando o estágio já é adiantado.

Completam o time a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Instituto Oceanográfico da USP, a Secretaria de Qualidade Ambiental do MMA e a Universidade Federal de Viçosa – e quem mais tiver informações, que podem ser encaminhadas via internet (www.institutohorus.org.br). Os mapas das próximas páginas, ainda em construção, resultam desse esforço conjunto.

Ocupar novas áreas sempre esteve entre as estratégias inconscientes de sobrevivência das espécies, mas, quando não havia facilitadores comparáveis a Boeings e transatlânticos, superar cadeias de montanhas, oceanos e vastidões de hábitats inóspitos costumava ser empreitada para milhões de anos, propiciada por reviravoltas climáticas ou pelas redefinições dos continentes. O que está catalisando esse fenômeno é a ação humana, com a modernização dos transportes, a intensificação do comércio global, a expansão da agricultura e da pecuária e a aceleração das mudanças no ambiente e no clima.

O mesmo “desenraizamento” e o potencial de estrago das exóticas se verificam com espécies brasileiras levadas para regiões que não as originais. Por isso, embora existam outros adjetivos para designá-las – alóctones ou translocadas -, elas também aparecerão no mapeamento. Um exemplo é o teiú, lagarto que tem feito grandes baixas entre os ninhos de aves marinhas em Fernando de Noronha. Outro, o tucunaré, que de símbolo amazônico vai se transformando em algo como um peixe de integração nacional. Colorido, bom de forno e de briga – é famoso pelos saltos espetaculares -, ele por outro lado varreu várias das espécies endêmicas (exclusivas) do lago Gatun, no Panamá, num curto período, segundo um estudo apontado como referência por especialistas.

A Embrapa monitora o tucunaré em sua mais nova frente de expansão – o Pantanal. Com a palavra, a pesquisadora Débora Marques:

– O que dá para dizer é que ele está estabelecido, mas não se sabe se em definitivo. Num novo local, o invasor acrescenta uma pressão àquelas que o ambiente já sofria e, por sua vez, sofre as pressões desse ambiente.

De acordo com Marques, tem aumentado a área de ocorrência do bocudo (apelido dados pelos pescadores esportivos), mas o esperado é que ele não se instale no rio Paraguai – a principal artéria desse bioma – nem no Miranda. O motivo é a água escura demais para seus métodos de caça.

Pois os sucessivos represamentos proporcionaram ao bicho condições ideais em grande parte da Bacia do Paraná. Angelo Antonio Agostinho, do Núcleo de Pesquisa em Limnologia da Universidade Estadual de Maringá (PR), acompanha o crescimento populacional e a dispersão da espécie ali. O pesquisador registrou a presença de 23 peixes “gringos” lado a lado com (ou contra) 170 nativos do Alto Paraná. E outro predador, um pouco menos voraz, está presente em quantidade sete vezes maior que a do tucunaré: a pescada-do-piauí, ou corvina-de-água-doce, também disseminada Brasil afora.

Via de regra, as políticas públicas de reforço à produção pesqueira e à piscicultura se deram com espécies estrangeiras ou alóctones – sem falar nos “peixamentos” clandestinos realizados por pescadores, por vezes de helicóptero. Outro vetor de propagação da peixarada são os milhares de pisciculturas e pesque-pague. “Muitos deles instalam mal seus açudes e na primeira cheia povoam os rios vizinhos”, denuncia Agostinho.

Voltando à terra firme, o búfalo. Na Reserva Biológica do Vale do Guaporé (MT), manadas desse bovino de até uma tonelada pisoteiam nascentes, interferindo no ciclo das águas. No Rio Grande do Sul, corre a terceira temporada de caça ao javali, sem resultados conclusivos e com o perigo de criar um público cativo. O bicho também dá uma força para as vendas de equipamentos como um pequeno canhão capaz de estrondos de 100 decibéis de minuto em minuto. Em 2004, um fabricante nacional vendeu 100 destes, por 650 a 750 reais cada, a fazendeiros que querem os bandos do suíno longe do milho e da soja. Já a lebre européia, que só conhecíamos pelas fábulas, ataca as lavouras, mas pode estar beneficiando nossas onças, ao fazer o papel de presas que desapareceram. Acionado por causa dos ataques de onças-pardas ao gado em Botucatu (SP), que vêm saltando e despencando em biênios alternados, o especialista em carnívoros Carlos C. Alberts, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), estuda uma hipótese: as lebres permitem um incremento da população de onças mas escasseiam de dois em dois anos, forçando-as a se abastecer de vacas e ovelhas.

André Deberdt pede atenção para a rã-touro, “que elimina tudo que há de anfíbios onde chega” e é um dos 100 mais indesejáveis, no Banco Global de Dados sobre Espécies Invasoras. Presente no mesmo rol, o mexilhão-dourado conseguiu se espalhar do porto de Buenos Aires, aonde chegou em 1991, até as águas sul-matogrossenses em 9 anos, sem contar com pernas, asas ou nadadeiras. O molusco asiático mereceu em 2004 uma força-tarefa nacional coordenada pelo MMA, mas segue perturbando a rotina de usinas como Itaipu, pois adere às pencas a qualquer superfície firme – sejam pedras, troncos, turbinas ou tubulações.

Esse é apenas um do imenso cardápio de seres vivos que diariamente cruzam o mundo de carona em embarcações. Um grande navio pode transportar mais de 70 milhões de litros de água de lastro, e formas jovens e adultas de centenas de espécies nela (como a larva de caranguejo que aparece nesta matéria), sem falar nos cascos incrustados. Foi criado um programa mundial para tratar especificamente do assunto (existe também um programa da ONU para as invasoras em geral). Nele, seis portos de países periféricos – um deles Sepetiba, na costa do Rio de Janeiro – sediaram um projeto piloto. As ações no Brasil demandaram cerca de US$ 1 milhão em seis anos e envolveram autoridades marítimas, ambientais e sanitárias. Além de dar notícia de preocupantes 1.060 espécies exóticas ou antes não registradas nos arredores, o período permitiu testar procedimentos como a análise de risco, que possibilitará vistoriar as embarcações com maior chance de causar problemas.

– A tendência para a maioria dos portos é essa, porque inspecionar todos os navios teria um impacto na rotina portuária e um custo muito alto. Provavelmente os países delimitarão pontos para despejo em alto-mar, mas a melhor forma de tratar a água antes disso ainda é uma incógnita – explica Robson José Calixto, da Secretaria de Qualidade Ambiental, que capitaneou o programa em águas brasileiras. Espera-se que 26 países se somem a Brasil, Espanha, Argentina e Síria para ratificar uma convenção internacional com regras para essa prática.

Claro que a escala é outra, mas a soltura de animais silvestres comprados como pets também está longe de ser inofensiva. Além de dar trabalho extra para o Corpo de Bombeiros em áreas urbanas e ensejar encontros indesejáveis, tal descuido desembocou na introdução de pítons (serpentes que podem passar de 6 metros) nos Everglades, nos EUA, e das tartarugas-de-orelha-vermelha em três continentes. Elas estão nos lagos de parques públicos de Brasília, São Paulo e outras grandes cidades. Intencionais ou não, as introduções em geral são passíveis de punição via Lei de Crimes Ambientais, de 1998. Não se sabe, entretanto, de condenações significativas até o momento.

O que fazer quando uma espécie alienígena vem para ficar? Manaus experimentará essa tarefa durante os próximos 17 meses. A previsão é do coordenador local da campanha de controle ao caramujo-gigante-africano, Harley Liberato, da Secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente. “Só vamos ter sucesso se a comunidade se envolver para valer”, diz ele. Por isso, apenas em cartazes, outdoors e inserções na TV a prefeitura desembolsou R$ 150 mil. E tome adulto e criança com luva de látex catando caramujo, por sinal outro integrante do ranking maldito. Dezenas de municípios em onze estados vêm promovendo mutirões parecidos, sob orientação do Ibama.

Na África do Sul, um programa governamental emprega 20 mil pessoas de baixa renda na erradicação de plantas que comprometem o acesso a água. Esse, no entanto, é um caso-modelo de iniciativa bem-sucedida. No extremo, usam-se predadores ou pragas (supostamente) controlados. O caso clássico é o da Austrália, onde, introduzido, o coelho devastou pastagens, e o governo, para dar cabo dele, importou raposas e outros inimigos naturais, construiu extensas cercas e chegou ao cúmulo de propagar um vírus também importado.

Ponto pacífico: evitar esses desastres sai bem mais barato que os reverter. Obstáculo: no meio do caminho há interesses econômicos e, por vezes, sociais. Como frear a utilização de um peixe ultra-rústico, de boa cotação e precoce na engorda e na desova, como a tilápia, de capins amplamente adotados por pecuaristas, como o gordura e a braquiária, ou da algaroba, leguminosa que garante forragem para o gado no estio do semi-árido – que, ao mesmo tempo, jogam pesado contra os rivais no ambiente natural? No ano passado, o Ibama contabilizou 417 criadores de javali sem licença só em Santa Catarina, sendo que abrir novos criadouros está proibido desde 1998.

Flávio Bertin Gandara, professor de ecologia vegetal na Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz), pondera ser inviável aposentarmos vários dos carros-chefes da alimentação, como feijão e arroz, hoje quase globais, mas defende escolhas mais criteriosas e políticas públicas induzindo e mesmo determinando o emprego de espécies nativas, inclusive na arborização das cidades. “Essa é uma das premissas da agroecologia”, diz. Uma nuance da discussão:

– Não há grande risco de entrada de plantas agrícolas em nossos ecossistemas, porque elas foram ‘domesticadas’ ao longo de séculos e dependem muito do manejo humano (ele comenta, aqui, apenas as invasões, não efeitos gerais da monocultura). Já com as espécies forrageiras, frutíferas e ornamentais, são muitos os casos.

Entre as de maior risco nessas categorias Gandara cita a leucena (outra leguminosa), a jaca, em algumas situações, e a banana ornamental.

Com relação às opções, é diferente a opinião de José Manuel Cabral, chefe de Recursos Genéticos e Biotecnologia da Embrapa, o órgão que encabeça a pesquisa científica no campo brasileiro:

– Valorizamos as espécies nativas, mas o raciocínio não é substituir uma coisa pela outra e sim aumentar o poder de previsão e rastreamento de possíveis pragas. A maior parte do que o agronegócio trabalha não é daqui.

Estão agendados para este ano pelo menos seis encontros ou painéis internacionais sobre espécies invasoras. Ótimo, porque, se a compreensão do problema e as medidas preventivas não deslancharem, dá para imaginar, num prazo não tão distante, o mundo como um grande jardim zoobotânico nivelado por baixo. É que essa globalização favorece as plantas e animais oportunistas – aqui, a palavra em sua conotação biológica -, que se viram bem mesmo com a presença humana, enquanto o cenário não pára de piorar para os mais exigentes, já raros. No fio da navalha, encontra-se um patrimônio nacional difícil de pôr na calculadora, com possibilidades para o ecoturismo e para novos medicamentos, alimentos e produtos – além da simples e boa curtição de suas paisagens.

Casamentos perigosos

Contaminação e empobrecimento genéticos são atalhos para o fim de uma espécie. Ironicamente, explica o especialista em peixes Angelo Agostinho, os melhoramentos conduzidos pelo homem podem contribuir para isso. Uma de suas mais antigas técnicas é a hibridação, praticada por meio de cruzamentos de espécies aparentadas (também acontece sem a interferência humana, mas é mais raro). Os híbridos com freqüência competem com seus parentais na natureza e os batem. Além disso, podem cruzar com eles sem gerar descendentes. Um caso famoso é o da truta inventada que eliminou uma de suas “ancestrais” de rios na costa oeste dos EUA. Aqui, uma das preferências da aqüicultura e dos pesqueiros recreativos é o tambacu, misto do tambaqui com o pacu. O ponto-e-vírgula, “produto” mais recente, combina os padrões do pintado e do cachara.

Não contribuirás para a invasão biológica

  • Evite ter em casa animais silvestres. A experiência mostra que na maioria das vezes nosso lar não é apropriado para eles ou o dono se cansa com a manutenção.
  • Se você tem um animal desses e quer se desfazer dele, em hipótese alguma o libere na natureza. Recorra a autoridades ou instituições do ramo (Ibama, zoológicos, museus etc). O bichinho receberá os cuidados adequados, e o ambiente agradece.
  • Ao voltar de viagem, não traga flores, xaxins, pedaços de madeira e, de preferência, nem barro no sapato. Sementes, ovos, larvas e fungos são freqüentemente transportados assim.
  • Procure se inteirar sobre o que você tem no jardim. Lembre-se de que os muros não barram a dispersão de sementes, auxiliada por aves e insetos, pelo vento ou pela água .
  • Ao comprar mudas ou sementes de plantas, certifique-se de que elas são mesmo daqui ou que não têm potencial de invasão. Cinamomo, ipê-de-jardim, jacarandá-mimoso e cássia-imperial são exemplos de plantas exóticas e invasoras vendidas como nativas. Além disso, cada região do país tem sua flora típica, que pode ser comprometida por misturas.
  • Nem sempre o plantio de uma árvore é benéfico para a natureza. Consulte um especialista antes de fazer isso. E nunca o faça dentro de unidades de conservação, a não ser com espécies do local.
  • Povoar com peixes rios e represas, por conta própria, não é uma boa ação. É difícil prever os impactos dos forasteiros, e eles dificultam o restabelecimento da fauna original, caso o local seja recuperado.

Fontes: TNC/Instituto Hórus e Ibama

Bichos geográficos

Confira as áreas do país onde já se encontram algumas das principais espécies-problema e saiba mais sobre elas.

Javali (Sus scrofa) – Chegou ao Sul vindo do Uruguai, de onde também não é nativo, provavelmente em 1989; em outras áreas, fugiu de criadouros. Cruza com porcos domésticos (dos quais é ancestral), transmite doenças, ataca plantações e animais de criação.

Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) – Trazido clandestinamente para uma feira agropecuária em Curitiba em 1989, já se encontra em 23 estados. Devora hortas e pode transmitir duas doenças fatais em casos excepcionais (não há registro aqui).

Tucunaré (gênero Cichla) – Introduzido por órgãos públicos em diversos reservatórios, já está também em rios do Mato Grosso do Sul, aonde chegou escapando de tanques de uma única fazenda em 1982. Predador voraz e adaptável.

Abelha (Apis mellifera) – A subespécie africana foi introduzida intencionalmente no Brasil há cinco décadas e se espalhou pela América do Sul. Ao se miscigenar com variedades européias que já eram criadas aqui, tornou-as mais agressivas.

Lebre-européia (Lepus europaeus) – Foi levada para a Patagônia, instalou-se há três décadas no Rio Grande do Sul e em 2001 transpôs o rio Tietê. Prima do coelho, é, até onde se sabe, pouco predada por nossos carnívoros de pequeno e médio portes.
Fonte: TNC/Instituto Hórus

Pedro Biondi